
Você já assistiu “Eu me lembro”, de Edgard Navarro? Ou, você já ouviu falar sobre esse filme? Se a resposta for negativa às duas perguntas não se sinta frustrado(a), esse é o problema da produção independente de cinema no Brasil, quiçá em todo o mundo. Segundo Silvio Tendler, critico e cineasta, no artigo intitulado Eu me lembro, um Amacord brasileiro, “Os melhores filmes brasileiros não são vistos pelo grande público” e ainda no mesmo artigo ele diz que, “Eu me lembro” tem a magia do gênio italiano, condimentado com tempero baiano: Pimenta na dose certa”. Acontece que este filme é mais um caso de lançamento sem apoio da mídia e que, portanto, acaba restrito a circuitos alternativos. E, no caso de uma cidade como Feira de Santana, cujo cinema se resume ao complexo norte americano MULTIPLEX ORIENT CINEPLACE, localizado no IGUATEMI, torna-se mais difícil a exibição desse tipo de produção. Por isso, por constituir-se também como um espaço para o áudio visual alternativo, o cineclube Imagens: Cinema na UEFS exibirá “Eu me lembro”, através do Bahia de Todos os Filmes, mais um programa criado pelo grupo que já está a 4 anos incentivando a cultura cinematográfica na Universidade Estadual de Feira de Santana e na cidade. O filme que terá sessão às 18h, na sala de projeção da Biblioteca Central da UEFS, foi o grande vencedor do 38º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O longa recebeu sete troféus Candango durante a premiação, melhor filme 35 mm, melhor direção e melhor roteiro (para Edgar Navarro), melhor atriz (para Arly Arnaud), melhor ator coadjuvante (para Fernando Neves), melhor atriz coadjuvante para (Valderez Freitas Teixeira) e melhor critica. “Eu me Lembro” é um filme de memória, cuja inspiração autobiográfica do realizador une realidade e ficção para apresentar por meio de lembranças particulares toda uma geração. Trata-se de uma mostra singular de um filme que passou despercebido pelo grande público. Convite feito, lembrem de “Eu me lembro”.
